UM GRANDE MISTÉRIO
Numa fria noite de lua cheia, entoaram pelas
ruas de Resende sons horríveis e estridentes que aterrorizaram os habitantes da
vila, que se refugiaram temerosos nos mais escondidos cantos dos edifícios onde
se encontraram.
Era uma coisa extremamente
medonha, que só os mais corajosos conseguiriam enfrentar.
Um grupo de jovens
aventureiros resolveu desvendar o mistério e seguiu caminho à procura de pistas
que pudessem desvendar o mistério. Ouviram novamente um medonho ruído e
pensaram em desistir, mas André, um dos jovens, encorajou os companheiros e
continuaram.
Encostados às paredes e
encoberto pelas suas sombras, seguiram hesitantes por ruas sinuosas, em direção
aos ruídos, que se tornavam cada vez mais fortes.
Eram quatro, o Jorge, o Marco – mais conhecido por
Moscas – e o Lucas, liderados por André. No seu íntimo cada um perguntava:
– De onde virá este som terrífico? Que monstro
horrendo anda a atormentar a nossa pacata vila?
7º E
André procurava a
resposta certa para dar aos amigos, mas só a poderia dar, quando desvendassem o
segredo dos barulhos terríveis.
Os
quatro estavam intrigados, com o que estava a decorrer.
As
suas pernas tremiam como folhas ao vento. O Marco olhou para a lua cheia e
disse:
-
Eu acho que é melhor voltarmos para casa. Não acham?
O
André rapidamente respondeu:
-
Não. Agora que já chegamos até aqui, vamos até ao fim.
Eles
não estavam tão confiantes como o André, mas continuaram, pois afinal de contas
ele era o líder do grupo.
O
André também tinha medo, mas a vontade de resolver o mistério era muito maior
do que o medo.
De
repente, ouviram um estrondo, o Jorge, o Marco e o Lucas perguntaram:
-
O que foi isto, André?
-
Foi apenas um trovão. – respondeu ele para os acalmar.
Logo
de seguida ouviram um estrondo, ainda mais forte do que o anterior. Eles
estavam arrepiados de medo e foi aí que o André sugeriu:
-
Acho que devíamos abrigar-nos, num sítio mais seguro e esperar que
amanheça.
5ºE
Resolveram
procurar um abrigo e encontraram uma barraca velha e abandonada. Encontraram um
cobertor, espalharam-no no chão e deitaram-se juntos.
A meio da noite, os amigos ouviram
novamente outro grande estrondo e encostaram-se uns aos outros a tremer. Tentaram
dormir, mas não conseguiram.
Ao amanhecer, o grupo de aventureiros
saiu do seu abrigo para continuar a desvendar o mistério do ruído estranho e
medonho.
Passado pouco tempo, ouviram novamente
o barulho ruidoso e sinistro. Os três jovens abraçaram-se ao André com medo.
- Amigos, deixem de ser medricas! –
exclamou o André.
Os amigos largaram-se e continuaram a
investigar. Pela berma da estrada encontraram pegadas enormes, esparguete e
cascas de banana espalhadas pelo chão. O Jorge disse:
- Parecem pegadas de dinossauros! Mas…
esparguete e cascas de banana?
- Realmente é estranho! O dinossauro
não come esparguete.
Os amigos seguiram as pegadas e estavam
sempre a escorregar nas cascas de banana pois eram imensas. As pegadas foram
dar ao Estádio Municipal de Fornelos. Aí, estava um gigante a comer esparguete
e bananas. O barulho ruidoso e sinistro eram os arrotos que o gigante dava a
beber ``coca cola ´´ e ``7 up ´´.
O grupo de jovens aproximou-se
lentamente. A princípio, o gigante ficou assustado mas os amigos acalmaram-no.
Os quatro amigos deram água ao gigante e ele parou de arrotar. Estes voltaram
para casa e contaram a novidade aos habitantes de Resende, ficando o mistério
resolvido.
O gigante, triste, foi para sua casa
que era muito longe. Os habitantes de Resende nunca mais foram amedrontados por
ruídos estranhos e sinistros.
SR1
Maria, Rita, Luís
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